
Com mais de 16 milhões de pessoas diagnosticadas, o Brasil ocupa o 6º lugar no ranking mundial de diabetes, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF, 2025). A maioria dos casos é de diabetes tipo 2, diretamente relacionada ao estilo de vida, ao excesso de peso e ao envelhecimento da população, condição que tende a crescer com o passar dos anos.
O dado acende um alerta para discutirmos sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Por que o diabetes tipo 2 é o mais comum?
95% dos casos de diabetes no país são do tipo 2 — quando o corpo ainda produz insulina, mas não consegue utilizá-la de forma eficiente.
A obesidade é a principal causa para o desenvolvimento da doença, pois o excesso de gordura corporal aumenta a resistência do organismo à insulina. Além da obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de açúcar e ultraprocessados, e o envelhecimento populacional estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento dos casos.
Sintomas que não devem ser ignorados
O diabetes pode se desenvolver silenciosamente. No entanto, alguns sinais servem de alerta, como:
– Sede e fome excessivos;
– Vontade frequente de urinar;
– Visão turva;
– Fadiga;
– Feridas que demoram a cicatrizar.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD, 2024), o rastreamento deve ser feito anualmente a partir dos 35 anos, mesmo em pessoas sem fatores de risco e sem sintomas. Os exames mais comuns incluem a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose.
Tratamentos modernos: o avanço das medicações injetáveis
Nos últimos anos, novos medicamentos vêm revolucionando o tratamento do diabetes tipo 2 — e ganhando fama fora do contexto médico. Substâncias como semaglutida, liraglutida, dulaglutide e tirzepatida imitam hormônios intestinais que reduzem o apetite e melhoram o controle glicêmico.
Essas medicações, conhecidas como análogos de GLP-1 e GIP, têm mostrado resultados expressivos tanto no controle do diabetes quanto na perda de peso. No entanto, o uso indevido, sem prescrição médica, traz riscos sérios à saúde.
Não existem “canetas emagrecedoras”, o uso desse termo é, inclusive, inadequado para se referir a medicação citada. Esses medicamentos foram desenvolvidos para tratar diabetes e obesidade. Usá-los sem acompanhamento médico é perigoso e pode causar efeitos colaterais como náuseas, hipoglicemia e até intoxicações por produtos falsificados.
Estilo de vida: o melhor remédio ainda é a prevenção
Mais do que controlar, é possível prevenir o diabetes tipo 2 com hábitos simples. Entre as principais recomendações estão:
– Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e grãos integrais;
-Reduzir o consumo de açúcares e ultraprocessados;
– Praticar atividade física regularmente;
-Controlar o peso corporal;
-Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
-Fazer acompanhamento médico regular.
Muitas complicações são evitáveis com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. O estilo de vida saudável tem impacto direto não apenas na glicemia, mas na saúde cardiovascular e na longevidade.
Quando o cuidado vira rotina, o risco diminui. O aumento dos casos de diabetes no Brasil reflete transformações sociais e de comportamento. Alimentação ultraprocessada, rotina sedentária e jornadas longas de trabalho favorecem o ganho de peso e o desequilíbrio metabólico. Mudanças simples têm grande impacto. O autocuidado e o acompanhamento médico contínuo podem manter a doença sob controle e garantir qualidade de vida.
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- Federação Internacional de Diabetes (IDF). Diabetes Atlas – 11ª edição, 2025.
- Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Diretrizes da SBD 2024–2025.
- Organização Mundial da Saúde (OMS). World Diabetes Day: Global Report on Diabetes, 2023.
- Rizzo, P. Entrevista ao Grupo São Lucas de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, 2025.
- Hospital Care / Grupo São Lucas. Informações institucionais sobre endocrinologia e tratamento do diabetes. 2025.