A perimenopausa é uma fase natural da vida da mulher que antecede a menopausa e pode começar por volta dos 40 anos — mesmo quando os exames hormonais estão dentro da normalidade e o ciclo menstrual permanece regular. Ansiedade, insônia, irritabilidade, alterações de humor e de libido costumam surgir muito antes da última menstruação, mas ainda são frequentemente interpretados de forma isolada ou tratados como problemas emocionais ou de estresse.

Compreender essa etapa é fundamental para evitar diagnósticos equivocados e garantir qualidade de vida. A seguir, reunimos oito verdades essenciais sobre a perimenopausa.
1. Perimenopausa não é menopausa
A perimenopausa pode começar entre 8 e 14 anos antes da interrupção definitiva dos ciclos menstruais. Mesmo com exames normais e menstruação regular, os sintomas já podem estar presentes, o que dificulta o reconhecimento da fase. Ela se divide em dois momentos: a perimenopausa inicial, quando os ciclos ainda são regulares, e a tardia, quando passam a espaçar até cessarem por completo.
2. Os sintomas surgem muito antes da última menstruação
Alterações no ciclo menstrual, como atrasos, aumento do fluxo ou espaçamento entre as menstruações, são comuns. A tensão pré-menstrual pode se intensificar, com maior incidência de dor nas mamas e cefaleia. No campo emocional, ansiedade, irritabilidade, insônia, desânimo e perda de energia aparecem com frequência, muitas vezes confundidos com depressão ou excesso de estresse.
3. Reconhecer a fase evita tratamentos inadequados
Quando a perimenopausa não é identificada, os sintomas costumam ser tratados de forma isolada, sem atacar a causa. Ansiedade e distúrbios do sono, por exemplo, frequentemente levam ao uso de medicamentos que não resolvem o desequilíbrio hormonal subjacente, prolongando o sofrimento e atrasando o tratamento adequado.
4. Há impacto direto na vida profissional e pessoal
A ausência de diagnóstico pode comprometer a produtividade e gerar prejuízos financeiros. Cansaço persistente, insônia, dificuldade de concentração e a chamada “névoa mental” afetam o desempenho no trabalho, especialmente em mulheres que ocupam cargos de liderança, exercem funções de alta responsabilidade ou empreendem. Na vida pessoal, esses sintomas também impactam relações, autoestima e bem-estar emocional.
5. Estilo de vida é parte central do cuidado
Alimentação com perfil anti-inflamatório, prática regular de atividade física e suplementação adequada são pilares importantes no manejo da perimenopausa. Vitamina D, complexo B, ômega 3, coenzima Q10 e creatina estão entre os suplementos que auxiliam no controle dos sintomas e podem complementar o tratamento hormonal quando indicado.
6. O diagnóstico é clínico e exige olhar especializado
Embora exames laboratoriais — como avaliação do perfil glicêmico, lipídico e de marcadores inflamatórios — ajudem a analisar a saúde geral da mulher, o diagnóstico da perimenopausa é essencialmente clínico. A falta de familiaridade com essa fase pode levar a encaminhamentos inadequados, como a busca exclusiva por tratamento psiquiátrico, quando o problema tem origem hormonal.
7. Os sintomas afetam o desempenho, mas são tratáveis
Alterações cognitivas, como dificuldade de memória, concentração e fluência verbal, podem surgir durante a perimenopausa. Atividades antes simples passam a exigir mais esforço, gerando insegurança e queda de autoconfiança. Com acompanhamento adequado, esses sintomas são reversíveis, permitindo a recuperação do desempenho e da qualidade de vida.
8. Novas terapias ampliaram segurança e acesso
Os avanços da medicina possibilitaram o uso de hormônios bioidênticos, estruturalmente iguais aos produzidos pelo organismo, com melhor perfil de segurança em relação aos hormônios sintéticos utilizados no passado. A reposição de estradiol, progesterona e testosterona pode ser feita de forma individualizada. A via transdérmica, por meio de gel ou adesivo, ampliou as opções terapêuticas, inclusive para mulheres com maior risco de trombose.
A perimenopausa é uma fase que pode se estender por anos e impactar profundamente a vida pessoal, profissional e social das mulheres. Reconhecer os sinais e buscar acompanhamento especializado são passos fundamentais para atravessar esse período com mais equilíbrio, saúde e qualidade de vida.
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