Sedentarismo afeta 47% dos brasileiros e aumenta riscos cardíaco

Inatividade física atinge quase metade da população adulta no país e está diretamente associada ao aumento de infartos, AVC e outras doenças cardiovasculares

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A falta de tempo, o cansaço e a desmotivação ainda são as principais barreiras para quem tenta iniciar uma rotina de exercícios físico, um desafio que tem se tornado um problema de saúde pública no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 47% dos adultos brasileiros são considerados sedentários, e entre os jovens esse índice pode chegar a 84%. Na prática clínica, é possível observar o impacto direto da inatividade física no aumento das doenças cardiovasculares.

Muitos pacientes relatam que chegam ao fim do dia exaustos e sem energia para se exercitar, enquanto outros sentem vergonha de frequentar academias ou não sabem por onde começar. Entre pessoas com doenças crônicas, como obesidade ou problemas articulares, o medo de sentir dor ou agravar o quadro de saúde também é um fator que impede o início de uma rotina ativa.

O sedentarismo é um dos principais vilões quando se fala em doenças do coração. De forma silenciosa, ele contribui para o aumento da pressão arterial, elevação do colesterol ruim e ganho de peso, fatores que elevam o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Com o tempo, esses desequilíbrios sobrecarregam o coração e os vasos sanguíneos, aumentando as chances de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. É como se o corpo fosse enfraquecendo aos poucos, até que surgem problemas mais graves.

Para reverter esse quadro, a estratégia mais eficaz envolve metas pequenas e mudanças graduais. Caminhar dez minutos por dia, subir escadas ou descer um ponto antes do ônibus já faz diferença. O importante é começar. Qualquer movimento é melhor do que nenhum e, à medida que os benefícios práticos da atividade física aparecem — como mais disposição, melhor qualidade do sono, redução de dores e melhora da saúde mental — a adesão tende a se tornar mais consistente.

Outro ponto fundamental é o acompanhamento médico, especialmente para pessoas com doenças crônicas ou idosos. Antes de iniciar qualquer atividade física, o ideal é passar por uma avaliação médica para identificar riscos, como arritmias, insuficiência cardíaca ou lesões articulares. A partir dessa análise, é possível indicar o tipo de exercício mais adequado, ajustar medicamentos e acompanhar a evolução ao longo do tempo. O trabalho conjunto entre médicos, educadores físicos e fisioterapeutas potencializa os resultados e garante mais segurança.

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Dr. Samuel Messias Soares Filho

Mestre em ciências da saúde e medicina de família, pelo Departamento de Medicina de Família, McGill University, Canadá. Supervisor médico na Gestão de Práticas Médicas da APS Santa Marcelina desde 2017. Instrutor da American Heart Association, curso ACLS, desde 2020. Professor do curso de medicina das disciplinas de propedêutica e semiologia, medicina baseada em evidências.

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